O portal JOTA publicou artigo assinado pelo diretor-executivo do Instituto Brasileiro de Transição Energética (INTÉ), João Paulo Madruga, em coautoria com o advogado Vitor Alencar. Intitulado “A pobreza energética e seus graves impactos na saúde”, o texto aprofunda um dos eixos centrais de atuação do Instituto: a promoção de uma transição energética justa e inclusiva.
Com base em dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), os autores dimensionam a gravidade do problema em escala global. Segundo o organismo, mais de 2,1 bilhões de pessoas ainda dependem de meios poluentes para suprir necessidades básicas, como cocção de alimentos, aquecimento e iluminação, enquanto cerca de 685 milhões vivem sem acesso à eletricidade.
O artigo evidencia os impactos diretos dessa privação sobre a saúde pública. A exposição contínua a combustíveis e fontes energéticas poluentes em ambientes domésticos está associada a inflamações nas vias respiratórias e nos pulmões, além de sintomas como ardor nos olhos, tosse persistente e irritações no nariz e na garganta.
Embora avanços tenham sido observados em determinadas regiões, os autores alertam que o ritmo atual de políticas públicas e investimentos permanece aquém da magnitude do desafio. As projeções indicam que, até 2030, aproximadamente 660 milhões de pessoas ainda estarão sem acesso à eletricidade, enquanto cerca de 1,8 bilhão não contará com tecnologias e combustíveis limpos para cozinhar — um cenário com implicações severas para a saúde e o desenvolvimento humano.
A publicação reforça a importância de ampliar e qualificar o debate sobre o tema, bem como de promover políticas e iniciativas que viabilizem o acesso universal à energia de forma segura, sustentável e economicamente acessível, em linha com os princípios que orientam a atuação do INTÉ.
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“A pobreza energética e seus graves impactos na saúde” — João Paulo Madruga e Vitor Alencar
