Brasil não está protegido do risco de um desabastecimento global de petróleo, diz Ardenghy

O Brasil não está imune aos impactos da queda das reservas globais de petróleo e precisa intensificar a exploração em novas fronteiras, como a Margem Equatorial e a Bacia de Pelotas, além de aumentar o fator de recuperação de seus campos maduros, avalia o presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), Roberto Ardenghy.

Em entrevista ao estúdio eixos na OTC 2026, diretamente de Houston, no Texas (EUA), Ardenghy citou que a relação Reserva/Produção da indústria petrolífera brasileira é preocupante. 

“Nós não estamos protegidos disso [risco de um desabastecimento global], porque nós temos hoje uma situação em que o Brasil tem cerca de 17 bilhões de barris de reservas provadas, E nós temos produzido, em média, 1,1 bilhão, 1,2 bilhão de barris por dia… Se a gente não descobrir nenhuma gota de petróleo nos próximos anos, isso nos dá aí um horizonte de 12, 13 anos de reserva até o esgotamento total”, disse ele, na terça (5/5).

Ardenghy destacou o quão é cada vez mais difícil encontrar grandes reservas de petróleo, no mundo, e como a atividade exploratória global está em queda. Ele defende, nesse sentido, a criação de estímulos à exploração como algo “absolutamente necessário”.

O presidente do IBP pontuou, ainda, que a atual guerra no Oriente Médio reforçou o quão a economia global ainda é dependente do petróleo.

“Só ressalta que a transição energética é um processo longo e penoso”, completou.

Fonte: Agência Eixos

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